07/12/2011

Marinheiro o eterno amante do mar

Ser marinheiro de Umbanda significa ser eterno amante do mar e de seus mistérios, significa auxiliar pessoas e espíritos necessitados com os recursos do mar, dos mistérios das águas. 
Os marinheiros são milhares de espíritos que em em alguma de suas encarnações viveram do mar, pelo mar e para o mar, dentro de embarcações. Alguns navegaram, outros submergiram nas águas profundas, outros foram arrastados pelas ondas para dentro dele e outros foram levados para outros lugares pelas correntes marítimas. Esses espíritos, quando encarnados, foram capitães do mar, comandantes de navios, soldados da marinha, bucaneiros, piratas, pescadores, navegantes e todos os eternos amantes do mar e dos seus mistérios. 
Os marinheiros, no lado espiritual, vivem submersos no fundo do mar, a realidade aquática da vida, que é a região do povo d’água, os seres aquáticos elementais da água. Nessa dimensão aquática, a água os deixa firmes, ao contrário do que acontece quando incorporados. Na matéria, cambaleiam de forma ondulada, balanceando, ao liberar o poder de seu mistério por meio de ondas magnéticas no campo espiritual do médium e do templo. Seus magnetismos absorvem muito do álcool do corpo do médium e, para não paralisar nenhuma das funções de se médium e dar fluidez e volatilidade às suas vibrações de espíritos, expandindo seus campos magnéticos, estabilizando e equilibrando a incorporação, utilizam a energia do rum ou da cachaça para executar as funções que lhes cabem. 
Incorporados em seus médiuns, os marinheiros se movimentam e dançam como se estivessem se equilibrando sobre o tombadilho de um barco ou de um navio em alto mar, mas o que realmente acontece é que eles se manifestam sob a irradiação de Mãe Yemanjá, cujo magnetismo faz com que eles tenham os movimentos das ondas do mar. Podem ser regidos também por outras mães d’água, como Nanã e Oxum, formando uma linha de “povos da água”.
Seus magnetismos aquáticos dão a impressão de que o solo está se movendo sob seus pés e por isso eles imitam os marujos nos tombadilhos dos navios. 
Esses espíritos são extrovertidos, alegres e cordiais, colocando os consulentes à vontade. São magos nos mistérios aquáticos e trazem-nos a possibilidade de libertação dos nossos entraves. A forte vibração da energia aquática dilui cargas trevosas, purifica pessoas e ambientes e atua no trabalho de cura. Mãe Yemanjá é a senhora do lado de cima da Grande Calunga, o mar, e Omolu é o senhor do lado de baixo da Pequena Calunga, a terra, e sustentador do eterno vai-e-vem das águas. 

04/11/2011

Nanã na Umbanda

Nanã é a mãe primeira de toda humanidade, conforme a lenda o homem após várias tentativas de usar diversos materiais, foi feito do barro (lodo primordial das matérias na crosta terrestre), e soprado a vida em suas narinas por oxalá, sendo que a única restrição de Nanã foi para quando este homem morresse a sua matéria seria devolvida aos seus domínios, sincretizada como Senhora Sant´Ana a avó de Jesus , dona das águas paradas, das chuvas e dos pantanos,ela decanta em seus domínios toda as matérias impuras dos homens, preparando assim a limpeza do espírito para próxima reencarnação.






CARACTERÍSTICAS
Cor: Roxa ou Lilás (Em algumas casas: branco e o azul)
Fio de Contas: Contas, firmas e miçangas de cristal lilás.
Ervas: Manjericão Roxo, Colônia, Ipê Roxo, Folha da Quaresma, Erva de Passarinho, Dama da Noite, Canela de velho, Salsa da Praia, Manacá. (Em algumas casas: assa peixe, cipreste, erva macaé, dália vermelho escura, folha de berinjela, folha de limoeiro, manacá, rosa vermelho escura, tradescância)
Símbolo: Chuva.
Pontos da Natureza: Lagos, águas profundas, lama, cemitérios, pântanos.
Flores: Todas as flores roxas.
Essências: Lírio, Orquídea, limão, narciso, dália.
Pedras: Ametista, cacoxenita, tanzanita
Metal: Latão ou Níquel
Saúde: Dor de cabeça e Problemas Intestino
Planeta: Lua e Mercúrio
Dia da Semana: Sábado (Em algumas casas: Segunda)
Elemento: Água
Chakra: Frontal e Cervical
Saudação: Saluba Nana
Bebida: Champanhe
Animais: Cabra, Galinha ou Pata. (Brancas)
Comidas: Feijão Preto com Purê de Batata doce. Aberum. Mungunzá
Numero: 13
Data Comemorativa: 26 de julho
Sincretismo: Nossa Senhora Santana
Incompatibilidades: Lâminas, multidões.
Qualidades: Ologbo, Borokun, Biodun, Asainán, Elegbe, Susure

12/09/2011

ORAÇÃO PARA OXUM

Dourada é a tua de luz Assim como o ouro que te pertence. Derrama a tua pureza cristalina, Orixá das águas doces. Não permitas que neblina alguma Obscureça o meu desejo mais profundo, Que é conseguir amor mais verdadeiro, Seguro, eterno e duradouro. Estás presente nas cachoeiras, Que são sagradas por si só. Portanto, faz com que se apague Todo sentimento se eu sofrer. Não verterei nenhuma lágrima por aqueles Que não me correspondem no amor. Não sofrerei por ninguém Que, com mentiras, me faltar com o respeito, Porque não permitirás que Frieza, inveja ou ciúmes me traiam. És doce, protectora, Suave e vaidosa, Feminina e sedutora. Ó mãe Oxum! Dá-me o teu axé, Dá-me a tua força, dá-me a alquimia Como o néctar mais sublime, Para eu saber como respeitar e venerar. No mel está o teu segredo, Que eu saberei utilizar.


11/09/2011

ORAÇÃO PARA IEMANJÁ


Salve, Estrela do Mar, deusa poderosíssima,
Mãe e advogada de todos os que navegam no mar agitado da vida!
À vossa valiosa proteção confia-nos o vosso séquito de auxiliares, sereias, ninfas, caboclas do mar, para serem nossas guias, protetoras, consolo e alento durante as tempestades da vida terrestre.
Refugiamo-nos cheios de confiança e fé em vossa aura e manto vibratório.
Seja nossa guia, seja nosso farol, seja sempre nossa brilhante estrela divina que nos orienta, a fim de que nunca pereçamos nem nos falte rumo da rota segura que nos fará desviar dos escolhos do mar agitado da vida material.
Aceitai a minha devoção humilde como símbolo de meu carinho e esperança, para que eu possa trilhar o caminho vital com a mente limpa e o corpo sem os fluidos negativos que possam dificultar minhas atividades.
Assim seja.
Livro: IEMANJÁ - Autor: J. EDSON ORPHANAKE

01/07/2011

Linhas dos marinheiros/marujos

 
  • Espiritos que viveram no mar ou estão ligados ao mar ,viveram em contacto com o mar(Desde os que andaram no alto mar aqueles que eram Simples pescadores). 
  • Entidades acostumadas a enfrentar as tempestades. 
  • A gira de marinheiro é bem alegre e divertida 
  • Eram boémios(gostavam dos amigos,mulheres,copos) 
  • Olham as coisas de forma simples,tal como eles encaravam a vida 
  • Homens do mar;boémios 
  • Ligados aos vicios(alcool;toxico-dependência) 
  • Essencial Regidos pela vibração de Iemanja e oxum(ligados ao mar/rio) 
  • Trabalham a FÁMILIA/UNIÃO/AMOR(Todos os tipos de fámilia que podemos ter na vida )
  • Trabalham muito com o descarrego(Ligado a energia do mar) 
  • Trabalham o sentimento,a união e o amor (a união faz a força) 
  • Suas cores são o branco e o azul

Cor: Azul
Símbolo: Âncoras e peixes
Saudação: Salve o povo do mar!

Ponto para Oxum

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Brilhou a estrela matutina
Rolaram pedras de Xango
Quem será esta menina ?
Que a lua iluminou…
Canta no clarão da lua
Dança no calor do sol
Todo  ouro  se ilumina
Para saudar Oxum menina
Oxum é mãe maior
Saravá Oxum menina
Oxum é mãe maior.
Ora iê iê ô

30/06/2011

Ponto de Marinheiro


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Não sou ninguém,mas também não tenho medo
Pego a jangada vou pro mar contar segredo

A Janaina e a Mamãe Yemanja
Com a licença de todo povo do mar

Levo amos e trago sabedoria
Pra ver em terra um pouco mais de alegria

Um sorriso sem ser forçado
E um inocente sem ser culpado

Ser jangadeiro é ser mais que pescador
É ter no mastro uma bandeira de oxalá

Mas com licença de Mamãe Oxum
E seu Ogum Beira-Mar

Oxum

Deusa dos rios, Oxum carrega consigo predicados de beleza, riquesa e a capacidade de projeção social. É uma ninfa da cultura yorubana, cidade Oshogbo, na Nigéria, está localizada às margens do rio Oxum. Ela é a dona do ovo, a maior célula viva. Na cultura Gêge-Vodú é conhecida como Aziri Tobossi.
Conta-se que quando os orixás chegaram à Terra, costumavam se reunir sem a presença das mulheres. Aborrecida por não poder participar das deliberações, Oxum preparou sua vingança, trazendo a esterilidade às mulheres. Os orixás buscaram ajuda de Olodumaré, que explicou que sem  a presença de Oxum nada poderia dar certo. Dengosa, ela demorou a aceitar o convite para que participasse das reuniões, mas finalmente concordou, e a fecundidade voltou.


  • Dia da Semana: Sábado
  • Cores: Amarelo ouro
  • Comida: Feijão fradinho com cebola e camarão (omolocum)
  • Saudação:  Ora iê iê ô
  • Domínio: Água doce, rios, cachoeiras

    Yemanjá







    Yemanjá é a filha de Olokum, Deusa dos Oceanos. Deusa da foz dos rios e quebra-mares é associada aos rios na África, assim como Oxum e Obá.  ciumenta, poderosa e atrante e quando invocada por quem realmente a conhece, propicia favores e ajudas inestimáveis.
    Conta a lenda que sua mãe Olokum, deu a Yemanjá um misterioso preparado em uma garrafa para ser usado em caso de perigo. Casada com um poderoso homem em Ilé Ifé, Yemanjá foge para Abeokutá e seu marido lança seu exército para trazê-la de volta. Em perigo, Yemanjá quebra a garrafa que sua mãe lhe dera e o líquido forma um rio que a leva para o mar.


    • Dia da Semana: Sábado
    • Cores: Prata e azul-claro
    • Comida: Manjar, pipoca de arroz com casca
    • Saudação: Odociaba                                               
    •  Domínio: Maternidade e Pesca